O chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, e a Alta Representante da UE para Política Externa e Segurança, Federica Mogherini EPA/OLIVIER HOSLET

Em apenas 6 meses de governo, foi fechado hoje, 28, um acordo entre Mercosul e União Europeia que se arrastava por 20 anos.

O acordo comercial envolve 25% da economia global e 780 milhões de pessoas — quase 10% da população do mundo.

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Segundo estimativas do Ministério da Economia do Brasil, o acordo representará um incremento no PIB do país equivalente a R$ 336 bilhões em 15 anos, com potencial de chegar a R$ 480 bilhões, se forem levados em conta aspectos como a redução de barreiras não tarifárias.

O governo brasileiro estima também que as exportações brasileiras para a União Europeia aumentem em cerca de R$ 384 bilhões até 2035.

Hoje, a União Europeia é o segundo parceiro comercial do Mercosul, que, por sua vez, é o oitavo do bloco europeu.

Para o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, o fechamento do acordo é histórico.

Esse será um dos acordos comerciais mais importantes de todos os tempos e trará benefícios enormes para nossa economia”,

escreveu em seu perfil no Twitter.

Ainda não há informações detalhadas sobre os termos do acordo, que ainda será revisado e chancelado pelos países dos dois blocos econômicos. As complexas negociações envolvem diversas áreas, como marcos regulatórios, tarifas alfandegárias, regras sanitárias, propriedade intelectual e compras públicas. Empresas brasileiras poderão, por exemplo, participar de licitações no bloco europeu.

Em nota, o Ministério da Agricultura brasileiro afirmou que produtos nacionais terão tarifas eliminadas, como suco de laranja, frutas e café solúvel, e exportadores terão mais acesso, por meio de quotas, para produtos como carnes, açúcar e etanol.

Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, escreveu no Twitter:

Em meio às tensões do comércio internacional, estamos enviando um forte sinal de que defendemos o comércio baseado em regras. É o maior acordo comercial já fechado pela União Europeia. O resultado é positivo para o meio ambiente e para os consumidores.

Em comunicado, a União Europeia cita os principais pontos do acordo a partir do ponto de vista do bloco, que ainda serão revisados e chancelados pelos blocos econômicos.

Barreiras tarifárias

O acordo prevê remoção da maioria das tarifas de importação do Mercosul a produtos europeus, principalmente os segmentos industrial, agrícola e alimentício.

Entre os bens industriais, por exemplo, o comunicado cita automóveis, hoje submetidos a alíquotas de 35%, autopeças (de 14% a 18%), maquinário (de 14% a 20%), produtos químicas (tarifas de até 18%), produtos farmacêuticos (até 14%), roupas e calçados (até 35%).

Produtos agrícolas como chocolates, vinho e destilados, hoje taxados em 20%, 27% e de 20% a 35%, respectivamente, também serão beneficiados pela eliminação de tarifas.

No acordo também entram laticínios, hoje submetidos a tarifas de importação de 28%, “especialmente” queijos.

FONTE: notícias.r7.com