Pela primeira vez após mais de dois anos e meio, um vice-presidente voltará a assumir temporariamente a Presidência do Brasil. O atual vice, General Mourão (PRTB), será o presidente em exercício até a madrugada da próxima sexta-feira (25), devido a viagem de Jair Bolsonaro (PSL) para o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.

Em sua primeira viagem internacional, o presidente Jair Bolsonaro apresentará em Davos – no Fórum Econômico Mundial, uma série de temas que vão desde a abertura da economia, ao combate à corrupção, à preservação da democracia no Brasil e na América Latina.

Bolsonaro discursará nesta terça-feira (22), na abertura do fórum, mas deve aproveitar a oportunidade, em Davos, para demonstrar sua preocupação com o agravamento da crise na Venezuela, apresentar seu ponto de vista sobre globalização, tecnologia e inovação.

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Há previsão de Bolsonaro se reunir com os presidentes do Peru, Martín Vizcarra; do Equador, Lenín Moreno; da Colômbia, Iván Duque; e da Costa Rica, Carlos Alvarado Quesada. Com eles, devem ser tratadas as crises na Venezuela e na Nicarágua, além dos impactos na região, como a questão migratória, segundo o site Agência Brasil.

Na segunda-feira seguinte à volta de Davos, dia 28, o capitão da reserva passará por cirurgia em São Paulo para a retirada de bolsa de colostomia que utiliza desde atentado a faca sofrido durante a campanha eleitoral na cidade mineira de Juiz de Fora.

Durante sua passagem como presidente, Mourão deve continuar despachando do seu gabinete e não utilizar a sala de Bolsonaro

“Vou permanecer na minha sala e manter todas as ordens em vigor. Sem marolas”,

avisou Mourão ao jornal Estado de S.Paulo.

O vice-presidente foi instruído a não assinar decretos ou medidas, apenas questões ligadas a continuidade do governo. De acordo com o Uol, no próxima terça (22) não haverá a reunião ministerial que tem sido promovida toda semana por Bolsonaro no Planalto.

Em compensação, Mourão viajará ao Rio de Janeiro para participar de cerimônia de passagem de comando do 2º Regimento de Cavalaria de Guardas, segundo sua assessoria.

Como o ex-presidente Michel Temer (MDB) não tinha vice, a última vez que tivemos uma substituição de cargo dessa forma foi quando o próprio Temer substituiu Dilma Rousseff, durante viagem da petista em 2016.